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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Política e Economia: impacto das incertezas atuais no turismo regional


Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

Hoje, agosto de 2018, ano eleitoral, há incertezas e caminhos ambíguos à frente. É natural, em tempos de crise, que dois grandes temas se destaquem: Política e Economia. Além destes, outros como Segurança, Saúde e Educação públicas caminham juntos.

Bem, fui convidado para escrever sobre Turismo, que, literalmente, é a minha praia. A literalidade se deve ao fato de eu ter nascido e crescido nas praias paulistas e ter desenvolvido minha carreira em destinos turísticos localizados na franja litorânea brasileira.

O ambiente de incertezas e ambiguidades também impacta o mercado turístico, pois investidores seguram suas aplicações, empregados se apegam aos seus trabalhos atuais – ou aceitam trabalhos de menor remuneração – e os governos... em geral, seguem firme na inatividade de sempre!

É essencial que o poder público lidere os demais atores atuantes no setor de viagens e turismo e que estes movimentos façam parte de políticas públicas “com” turismo. Isso significa que políticas públicas de saúde devem contemplar o fluxo turístico que a cidade recebe e poderá vir a receber no futuro.

Significa que políticas públicas voltadas à manutenção da sustentabilidade das praias do município, levem em consideração a realização de eventos culturais e esportivos, por exemplo, que poderão ser realizados nestes espaços.

Isso quer dizer que os dirigentes públicos municipais e os gestores de empresas e entidades setoriais devem buscar meios para o estabelecimento de uma visão compartilhada em relação ao presente e futuro desejado para o destino. Neste sentido, Política e Economia ganham ainda mais importância.

É natural que aspectos inerentes aos grupos de poder e aos partidos políticos mais relevantes na cidade e região façam parte deste cenário. Também é compreensível que o momento do ciclo econômico pelo qual passa o país e a cidade ditem o ritmo e a tolerância a riscos por partes dos múltiplos atores do setor.

Acredito, com isso, que ganham importância os profissionais graduados e experientes na gestão do turismo. Pessoas que congregam formação e experiência têm maior chance de lograr sucesso na gestão do destino e na mobilização dos negócios do setor também. Isso, claro, não é exclusividade do turismo.

Tive a oportunidade de trabalhar como Coordenador de Turismo e Eventos da Secretaria de Cultura e Turismo na Prefeitura de Praia Grande, cidade vizinha. “PG” é uma das cidades mais visitadas do país, seu desenvolvimento – nem sempre sustentável – é patente e o crescimento populacional que a cidade tem experimentado é bastante notório também.

Por lá, Política e Economia, assim como em âmbito nacional, são os grandes temas do momento. Noto, entretanto, que a certa coerência que houve entre as gestões mais recentes pode ter gerado frutos positivos para o mercado turístico local atual.

Espero que o destino Guarujá encontre este rumo e se consolide na posição que lhe é de legítimo direito: a liderança do turismo regional!

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br


..:: ECdH | Em Cima da Hora ::..

Caros colegas,

Participarei semanalmente como debatedor no programa “Em Cima da Hora” (ECdH), conduzido pelo jornalista Eraldo Santos, com comentários do advogado Dr. Sydnei Costa. As transmissões são feitas pela página da rádio no Facebook e pelo canal da Rádio da Vila no Youtube.

No blog do “Observatório do Turismo” eu irei postar textos a respeito de cada transmissão, assim como compartilharei todas minhas participações.

Desde já faço votos de sucesso e peço a colaboração de todos colegas na divulgação desta iniciativa, que visa o benefício de todos nós.

..:: SIGESTur ::..

O "Observatório do Turismo" guarda relação estreita com o "Sistema Integrado de Gestão de Destinos Turísticos" (SIGESTur), que é outra frente de ação em pesquisa e extensão universitária a qual eu lidero no âmbito do IFSP Câmpus Cubatão.   

É um projeto embrionário, cujo protótipo de seu aplicativo encontra-se disponível em < http://app.vc/sigestur >.

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria


Desenvolvimento sustentável da atividade turística em nível municipal

Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

Para o desenvolvimento sustentável da atividade turística em nível municipal, a atuação consorciada entre os múltiplos atores atuantes no setor de viagens e turismo configura-se como um dos mais importantes fatores de sucesso para esses destinos.

Mesmo sem analisar um caso concreto, a experiência tem mostrado amplamente que destinos turísticos bem-sucedidos são gerenciados profissionalmente por pessoas comprometidas com visão e objetivos compartilhados entre todas as suas partes interessadas.

Do lado oposto, a arrogância e o egocentrismo compõem um rol de aspectos que competem contra o desenvolvimento sustentável do setor. Além disso, configura um ambiente no qual vigora a hostilidade entre os atores atuantes no turismo, o que termina por impactar negativamente a obtenção de vantagens competitivas para o destino como um todo.

Em verdade, eu gostaria de apontar neste texto, caros leitores, a importância na consolidação de observatórios para subsidiar o trade turístico no gerenciamento de destinos turísticos. Os observatórios são organismos ou grupos dedicados ao estudo, à análise e ao monitoramento do desempenho de um campo da ciência ou do mercado.

Durante o primeiro semestre de 2016 tive a oportunidade de apresentar o Observatório do Turismo (www.observatoriodoturismo.com) ao então Secretário de Turismo do município de Guarujá, Sr. Emerson dos Santos Lopes. A ação resulta de projetos de extensão universitária e iniciação científica que desenvolvi no âmbito do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Câmpus Cubatão), no biênio 2016-2017. Além disso, o Observatório do Turismo compõe meus estudos em nível de Mestrado (2013-2015) e Doutorado (2016-2019) em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi. Atualmente, está no ar um formulário de pesquisa, mas terei prazer em disponibilizar os resultados do Observatório do Turismo por e-mail.

A questão é: não se estrutura um sistema de gestão de um destino turístico consolidado e tradicional como o Guarujá de um dia para o outro. É essencial, por exemplo, que se construa um criterioso histórico do desenvolvimento da atividade turística na cidade e região, de modo que sejam amplamente conhecidas tendências (“lições aprendidas” e experiências) e perspectivas futuras do mercado no qual o destino figura.

As relações de hospitalidade e hostilidade entre os múltiplos atores atuantes no turismo da cidade dão o tom de seu desempenho mercadológico. É essencial que cada um desses atores execute as ações que lhe competem no contexto coletivo, colaborando para a evolução de todo o sistema de turismo, além de trabalhar para aumentar a competividade de seu próprio negócio.

Entidade setoriais são essenciais neste sentido, ou seja, é esperado que sejam capazes de arregimentar o empresariado rumo a uma posição futura planejada. Em minha visão, particularmente, isso se faz por meio da colaboração e de certo desprendimento por parte dos gestores de empresas privadas e dirigentes do poder público.

Discursos proferidos em tempo verbal passado não me parecem agregar muito valor a este propósito. Acredito, sim, que as “lições aprendidas” e as experiências anteriores são fundamentais, mas vejo que não são fiadoras de sucesso presente ou futuro. Reforço: o sucesso me parece depender da ação consorciada entre os múltiplos atores atuantes no setor de viagens e turismo. Vamos juntos?

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br

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Caros colegas,

Participarei semanalmente como debatedor no programa “Em Cima da Hora” (ECdH), conduzido pelo jornalista Eraldo Santos, com comentários do advogado Dr. Sydnei Costa. As transmissões são feitas pela página da rádio no Facebook e pelo canal da Rádio da Vila no Youtube.

No blog do “Observatório do Turismo” eu irei postar textos a respeito de cada transmissão, assim como compartilharei todas minhas participações.

Desde já faço votos de sucesso e peço a colaboração de todos colegas na divulgação desta iniciativa, que visa o benefício de todos nós.

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O "Observatório do Turismo" guarda relação estreita com o "Sistema Integrado de Gestão de Destinos Turísticos" (SIGESTur), que é outra frente de ação em pesquisa e extensão universitária a qual eu lidero no âmbito do IFSP Câmpus Cubatão.   

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Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria


Agenda Propositiva do Turismo


Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

Ao longo de minha carreira tive a oportunidade de trabalhar na iniciativa privada, como empregado e empresário, no terceiro setor e, também, na administração pública. Atualmente, dedicado à atividade acadêmica, busco compartilhar estas experiências com alunos e colegas no sentido de colaborar com o desenvolvimento da região da “Costa da Mata Atlântica”, denominação turística da Região Metropolitana da Baixada Santista.

A partir de minhas experiências e pesquisas mais recentes notei que dois temas se destacaram, tanto negativa quanto positivamente: liderança e protagonismo.

O desenvolvimento do setor de viagens e turismo não se faz isoladamente do restante da economia, aliás é esta simbiose que faz da atividade turística algo tão dinâmico, vivo e – quase que – independente dos cenários econômicos cíclicos, momentâneos.

Notem, caros leitores, que temos até aqui quatro elementos fundamentais para o fortalecimento (ou enfraquecimento) do setor: uma região turística formalmente estabelecida, diversos setores que compõem esta atividade econômica, além da liderança e do protagonismo citados anteriormente.

Quando me refiro a liderança, quero dizer que há uma série de instituições atuantes no turismo, de modo que cada uma busca exercer sua representatividade dentro do arranjo institucional do turismo. Sobre o protagonismo, vejo que algumas destas instituições, além de representarem seus respectivos segmentos, poderão conduzir aos demais atores atuantes no setor de viagens e turismo rumo a um horizonte desejado.

Variados fatores interferem no exercício deste protagonismo. Em minha visão, a vaidade e o individualismo são dois destes fatores. A carência generalizada de competência técnica e a (des)continuidade de políticas públicas também se destacam neste sentido.

Estas conclusões foram obtidas a partir do projeto “Agenda Propositiva do Turismo”, que desenvolvi em 2014 (com posterior atualização em 2016) aqui na região da Costa da Mata Atlântica. A ação, autônoma e apartidária, buscou reunir informações e evidências atualizadas sobre a administração pública do turismo na região, propondo ações governamentais para dinamizar o setor.

O projeto foi desenvolvido em três frentes concomitantes: pesquisa de opinião pública, visitas técnicas a equipamentos turísticos e postos de informações e reuniões com profissionais do setor.

Os resultados deste projeto foram amplamente divulgados e apresentados publicamente ainda em 2014 na Escola Técnica Estadual Aristóteles Ferreira (Santos), na faculdade de Turismo da Uniesp (Diadema) e durante o II Seminário Municipal de Turismo de Itanhaém, promovido por alunos do curso Técnico em Turismo Receptivo da Escola Técnica Estadual Adolpho Berezin.

É essencial que o destino turístico Costa da Mata Atlântica se consolide a partir da união entre os múltiplos atores atuantes no setor e que desta relação – positiva e propositiva – possa emergir um ou mais protagonistas que venham liderar o desenvolvimento turístico regional.

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br


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Aristides Faria


Destinos turísticos inteligentes e sustentáveis


Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

A vocação turística de Guarujá é inegável. Fatores como a oferta hoteleira e gastronômica excelentes e a beleza cênica de suas praias e mirantes ajudaram a consolidar o município como importante destino turístico nos mercados nacional e internacional.

Além destes aspectos, a riqueza histórica e cultural também é marcante e ano a ano consolida o lema “Viva o Guarujá o ano todo” na memória de quem já visitou a cidade e no imaginário de quem sonha em fazê-lo.

Feita esta introdução, chamo a atenção dos leitores para dois atores inerentes ao negócio do turismo: de um lado o vendedor e do outro o comprador. Isto é, o anfitrião, que acolhe aos visitantes, prestando-lhe serviços de hotelaria, gastronomia, entretenimento e transportes, por exemplo, e os hóspedes que consomem esta oferta.

O turismo, então, se desenvolve a partir destas relações, ou seja, quão melhor for o desempenho dos negócios locais, mais competitivo o destino como um todo tenderá a ser. Em teoria, parece simples, mas há muitos fatores que impactam direta e indiretamente este processo.

Há dois termos em voga quando tratamos sobre gestão de destinos turísticos: inteligentes e sustentáveis. Em síntese, o primeiro refere-se ao gerenciamento dos múltiplos atores atuantes no destino, de sua marca e dos fluxos de visitantes também. O segundo diz respeito à manutenção da boa qualidade ambiental, estrutural e de serviços a moradores e visitantes ao longo do tempo.

Notem, caros leitores, que ambos os termos são indissociáveis! A questão-chave é: quem exercerá a liderança e o protagonismo na gestão do destino turístico?

Na Costa da Mata Atlântica, denominação turística da Região Metropolitana da Baixada Santista, a resposta ainda está no ar. No papel, temos um arranjo institucional importante, mas que não parece conferir legitimidade a qualquer uma das organizações que habitam este universo: Agência Metropolitana da Baixada Santista, Costa da Mata Atlântica Convention & Visitors Bureau, Sebrae, Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, variadas Instituições de Educação Superior, Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Sindicato dos Trabalhadores em Comércio Hoteleiro, Bares, Restaurantes e Similares de Santos, Baixada Santista, Litoral Sul e Vale do Ribeira e Sindicato Estadual dos Guias de Turismo de São Paulo, além de outras diversas entidades estaduais que mantém representantes na região.

Em nível local, nas nove cidades da região, esta constelação não é menos brilhante, nem conta com muito menos estrelas. Além disso, soma-se a estas organizações, um sem número de empresários de micro e pequeno portes, estudantes (profissionais em formação), profissionais autônomos e mesmo aqueles que atuam na informalidade.

Guarujá manterá e ganhará vantagens competitivas conforme gerenciar estes atores, suas demandas e encontrar uma visão compartilhada entre todos ou quase todos estes. A inteligência competitiva está nas pessoas que liderarão este processo. Quem serão?

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br


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Aristides Faria


Observatório do Turismo & Economia do Mar

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